Pela terceira vez consecutiva, a Igreja Católica realiza um dia especial, dentro da Quaresma, dedicado à missão e ao Sacramento da Reconciliação

24 horas para o senhorComeça nesta sexta-feira, 4, e segue até amanhã, a iniciativa “24 horas para o Senhor”, na Igreja Católica. Em todo o mundo, igrejas abrirão as suas portas pelo período de um dia, para que os fiéis possam procurar o Sacramento da Reconciliação.

A iniciativa é do Papa Francisco que, em sua Mensagem para a Quaresma de 2016, destacou esse período como propício à conversão e aproximação da misericórdia divina.

“Com o apelo à escuta da Palavra de Deus e à iniciativa ’24 horas para o Senhor’, quis sublinhar a primazia da escuta orante da Palavra, especialmente a palavra profética. Com efeito, a misericórdia de Deus é um anúncio ao mundo; mas cada cristão é chamado a fazer pessoalmente experiência de tal anúncio”, disse Francisco.

Nesta sexta-feira, 4, o Santo Padre preside a celebração penitencial que dá início à atividade, na Basílica de São Pedro, às 17h (horário italiano, 13 em Brasília).

24 horas para ir ao encontro

Para o padre Ramón Nascimento, da coordenação de Pastoral da arquidiocese do Rio de Janeiro, a iniciativa leva à missão, uma vez que a Igreja é chamada a sair dos próprios muros e ir ao encontro dos demais.

“Esse é um tempo de profunda oração, mas também de ação missionária. O Papa pede para que não fiquemos num lugar comum, mas que possamos ir ao encontro daqueles que não estão nas nossas igrejas, daqueles que não estão nos nossos bancos”, disse.

No Rio de Janeiro, as “24 horas para o Senhor”, já levou a Igreja a promover confissões e adorações ao Santíssimo Sacramento em shoppings e ruas da capital.  “Esta é a proposta do ‘24 horas para o Senhor’: levar a experiência da misericórdia nesse tempo tão favorável da Quaresma, saindo do lugar comum e indo ao encontro do outro, proclamando a misericórdia e a graça de Deus”, finalizou.

O coordenador de Pastoral do Rio de Janeiro, monsenhor Joel Portella Amado, afirma que esse é o momento das pessoas encontrarem o Senhor, mas também dos fiéis apresentarem Cristo àqueles que ainda não O conhecem.

“Essa é a terceira vez que acontece, e agora com o Ano da Misericórdia. Não se trata de manter a rotina tradicional de uma paróquia, mas sim de encontrar locais missionários onde se possa manifestar a misericórdia de Deus”.

A arquidiocese carioca propõe que sejam realizados atividades em praças, ruas, “onde encontrem pessoas que normalmente não vão às paróquias”. “São 24 horas para que as pessoas encontrem ao Senhor, mas também para que a Igreja apresente Cristo às pessoas. Esse é o modo muito significativo de uma Igreja em saída”, concluiu Monsenhor Joel Portella.

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