Padre orienta duas atitudes concretas para que o jovem seja um sinal de misericórdia, não só em preparação a Jornada, mas para vivenciá-la por toda a vida

Da Redação
Luciane Marins

Jovens poloneses durante Jornada Mundial da Juventude./ Foto: Arquivo

Jovens poloneses durante Jornada Mundial da Juventude/ Foto: Arquivo Site Oficial

A Jornada Mundial da Juventude (JMJ) de Cracóvia, Polônia, que acontecerá de 25 a 31 de julho, tem uma graça especial, está inserida no Ano Santo da Misericórdia. O tema do encontro, que vai reunir a juventude de todo mundo, também tem relação com o ano Jubilar: “Felizes os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia” (Mt 5, 7).

Padre Márcio Prado, reitor do Santuário do Pai das Misericórdias / Foto: Daniel Mafra

Padre Márcio Prado, reitor do Santuário do Pai das Misericórdias / Foto: Daniel Mafra

Padre Márcio Prado, reitor do Santuário do Pai das Misericórdias em Cachoeira Paulista (SP) acredita que a Jornada será uma provocação para os jovens viverem e serem sinal da misericórdia, já que trazem em si uma empolgação que é capaz de contagiar os outros. O padre orienta os jovens a buscarem propostas concretas para viver a misericórdia no dia a dia.

“A JMJ dá esse tom de entusiasmo para as pessoas que já caminham na fé. Acredito que a Jornada encaixa direitinho na proposta desse ano santo.”

Na mensagem que escreveu para os jovens, por ocasião do evento, o Papa Francisco afirmou que o Jubileu dos Jovens em Cracóvia será um dos momentos fortes deste Ano Santo.

Obras de misericórdia

De maneira concreta, ser misericordioso significa assimilar a Palavra de Deus e traduzi-la em atitudes. O padre recorda o versículo que inspirou o tema da JMJ “Felizes os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia”, e explica que se é feliz quando se sabe escutar, dar um bom conselho ou ajudar alguém necessitado.

“Quem dera que isso se torne um hábito, uma virtude na vida e não aconteça somente em situações ocasionais. Que se torne normal, ordinário viver essa bem aventurança da misericórdia.”

O reitor do Santuário percebe que boa parte da juventude vive as obras de misericórdia. Ele destaca os grupos de jovens que por muitas vezes incentivam as pessoas a se inserir em pastorais como da saúde ou ser ministro extraordinário da comunhão eucarística e ainda chama atenção para aqueles que dão um passo a mais e se inserem em uma fraternidade ou comunidade que assistem os mais necessitados.

“Acredito que os grupos de jovens, as pastorais da juventude, de alguma maneira já exercem isso, eles estão a frente e influenciam os jovens que estão chegando, que querem uma vida em Deus, querem ser bons cidadãos e não necessariamente vão se inserir numa Congregação, mas tem nesses grupos referência de pessoas que vivem a misericórdia. Esses jovens escutam, conversam, partilham, tem momentos de fraternidade, ajudam os que estão chegando e também se sentem impulsionados a fazer visita a um asilo ou creche.”

Além do bem das pessoas assistidas pelas obras de misericórdia, o amadurecimento dos jovens que desempenham essas atitudes, é um dos principias benefícios que o padre percebe.

Dicas concretas: Escutar e Agir

Padre Márcio orienta duas atitudes concretas para que o jovem seja um sinal de misericórdia, não só em preparação a Jornada, mas para vivenciá-la por toda a vida. A primeira é parar para escutar o outro, especialmente diante desse “boom” das redes sociais, em que há muito bate papo mas pouca proximidade.

“Os jovens são provocados nesse sentido, a parar, olhar nos olhos, abraçar, acolher a pessoa. São convocados a vivenciar principalmente essa obra de misericórdia que é a escuta, estar com o outro e não simplesmente ter muitos amigos nas redes.”

A segunda é estar atento à realidade local e ter a sensibilidade de contribuir fazendo o bem para quem está perto, na rua em que se mora, na escola ou faculdade que se frequenta.

“Quando a gente consegue olhar para dentro do coração, para a realidade local, a gente consegue mudar o mundo, mas, começa de nós mesmos. Ninguém constrói uma casa pelo telhado, mas pela base. Vejo que a base é olhar para si mesmo, para sua volta, escutar, dar uma palavra, repartir o pão. Transformando-se é possível transformar o outro, toda uma realidade, mas tem que começar pequeno.”

 

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