Ao longo da história, têm ocorrido avanços na participação de pessoas com deficiência no processo de sensibilização e conscientização em favor de uma Igreja mais inclusiva e acolhedora.

A afirmação é do coordenador da Pastoral da Pessoa com Deficiência da arquidiocese de São Paulo (SP), Antônio Carlos Munhoz, em entrevista ao A12.com.

De acordo com Antônio Carlos, isso é necessário para que todos tenham oportunidades iguais de ocuparem seus espaços na vida religiosa.

No que diz respeito ao papel da Igreja no processo de inclusão do público com deficiência, Antônio Carlos afirmou que houve pequenos avanços, porém significativos.

“Já pode ser percebida uma mudança na maneira de ver a pessoa com deficiência como agente capaz de ser protagonista de sua própria história”, completou.

Para Antônio Carlos, ainda assim, o caminho até se alcançar a plena inclusão, é longo e exige um trabalho em conjunto entre todas as pessoas envolvidas neste contexto: pastoral, igreja e leigos.

O coordenador da Pastoral das Pessoas com Deficiência da Arquidiocese de São Paulo contou ao A12 um pouco da história e das atividades da Pastoral.

“A Pastoral das Pessoas com Deficiência da Arquidiocese de São Paulo nasceu fruto de sonho, aspiração e reivindicação antigos dos grupos e organizações católicas de pessoas com deficiência de São Paulo e da Campanha da Fraternidade e Pessoas com Deficiência de 2006, cujo tema foi: “levanta-te e vem para o meio” (Marcos, 3, 3)”.

Antônio ressaltou que a Pastoral quer anunciar o evangelho a todas as pessoas, rejeitando uma imagem piedosa ou paternalista, em que se projeta a deficiência como um prêmio ou castigo.

“Neste sentido, a pastoral tem promovido algumas ações para que seja criada uma cultura de acessibilidade na Igreja e para que haja a ampliação desses espaços de participação e atuação de pessoas com deficiência”, completou.

Entre as ações realizadas pela pastoral, Antônio destacou as missas com recursos de acessibilidade, audiodescrição, intérprete de Língua Brasileira de Sinais (Libras), entre outros.

“Destacou também os cursos, palestras e seminários debatendo e trocando experiências acerca da inclusão e acessibilidade; as visitas e contatos com instituições de e para pessoa com deficiência e demais movimentos ligados à causa”.

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