Anchieta - arteApós ouvir o relatório sobre a vida e a obra do “Apóstolo do Brasil”, Papa Francisco assinou o decreto de canonização do Padre José de Anchieta. A partir de agora, o jesuíta pode ser invocado como São José de Anchieta.

Na manhã desta quinta-feira, 03 de abril, o Pontífice recebeu em audiência, no Vaticano, o Prefeito da Congregação das Causas dos Santos, Cardeal Angelo Amato. Após a assinatura, o Vice-Postulador da Causa, padre Cesar Augusto dos Santos, afirmou que “a santidade do grande homem de Deus foi reconhecida”.

Padre José de Anchieta exerceu papel fundamental na evangelização do Brasil, foi defensor da liberdade dos índios, Taumaturgo do Novo Mundo, de virtudes em Grau Heróico, declaradas pela Santa Sé. Foi o primeiro propagador da Imaculada Conceição no Brasil, autor de seu Officium Parvum, cantor de suas glórias no Poema de Beata Vergini.

A canonização ocorre 417 anos depois do primeiro pedido enviado à Santa Sé. Foram 21 os Processos realizados e repetidos no Brasil, Portugal e Estados Pontifícios e em sete cidades: Bahia, São Paulo, Rio de Janeiro, Olinda, Évora, Lisboa e Roma. A beatificação foi decretada pelo Papa João Paulo II em 1980.

Em outubro 2013, um novo pedido feito pela  Conferência dos Bispos do Brasil, acompanhado pelos de cardeais, arcebispos, bispos, padres, representantes dos poderes públicos e também dos leigos representantes de vários segmentos da sociedade, foi encaminhado ao Papa Francisco para que inscrevesse o nome de José de Anchieta no Catálogo dos Santos, estendendo seu culto para a Igreja espalhada por todo o mundo.

Em dezembro, como revelou o Presidente da CNBB à Rádio Vaticano, Cardeal Raymundo Damasceno Assis recebeu um telefonema pessoal do Santo Padre, que respondeu positivamente ao pedido.

Decretos  – O Santo Padre autorizou também a Congregação a promulgar os decretos de canonização para dois beatos franceses fortemente ligados à evangelização no Canadá: Marie de l’Incarnation e Francois de Laval.

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